sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Umbanda - A Vibração Yorimá


A Vibração Yorimá é uma das sete vibrações básicas que compõem as sete linhas de Umbanda. É uma das poucas que nunca foi confundida com uma entidade individualizada, talvez porque seja muito pouco conhecida em sua designação original, tendo sempre sido mais difundida como Linha das Almas, Linha dos Pretos Velhos ou Linha de São Cipriano. Da mesma forma, os Pretos Velhos nunca foram confundidos com divindades, sendo, por isso mesmo, das poucas entidades de Umbanda que sempre foram entendidas da forma como realmente são: espíritos mais evoluídos que nós, que se manifestam na Umbanda para fazer a caridade. 

A palavra “Yorimá” significa “Potência da Palavra na Lei”. Esse significado nos remete ao poder da verbalização, entendida não no sentido da linguagem articulada, mas no sentido da criação do pensamento, da construção dos conceitos que conduzem ao conhecimento profundo, tanto da realidade material, quanto da espiritual. É uma alusão ao poder do conhecimento e da experiência no caminho que conduz de forma segura à evolução espiritual que todos almejamos, mesmo que não saibamos disso. Essa Vibração traz em suas ordenações o princípio da sabedoria produtora da iluminação interior que conduz à felicidade, por isso podemos dizer que na ordem dos fenômenos naturais que a vibração controla, vamos encontrar a psique humana que, embora não seja palpável, é também um fenômeno natural. É por essa razão que gradativamente compreendemos que os Pretos Velhos são verdadeiros psicoterapeutas, entidades que, por sua vasta experiência adquirida através de um grande número de encarnações, são capazes de penetrar profundamente na alma humana, diagnosticar-lhe os males e receitar o medicamento correto. A Vibração Yorimá projeta sobre o planeta a paz, a serenidade, a humildade, a paciência, a resignação, a esperança e a temperança. Sua influência sobre os encarnados se dá através do Chakra Muladhara, ou Plexo Pélvico, cuja representação gráfica encontra-se à esquerda.


Na Umbanda, Yorimá é majoritariamente uma Linha de Pretos Velhos, mas presentemente já se sabe que os caboclos que se manifestam sob a designação Obaluaê também tem seu suporte vibratório nas emanações de Yorimá, o que a torna uma linha mista de Pretos Velhos e Caboclos. Aqui falaremos basicamente dos Pretos Velhos, visto que os Caboclos de Obaluaê terão uma matéria dedicada exclusivamente a eles. Não se sabe quem é o dirigente máximo da linha, mas certamente não são os espíritos Cipriano, Lázaro ou Roque, alçados, na imaginação de muitos á condição de dirigentes máximos devido ao sincretismo. Se tais espíritos estiverem atuando na Corrente Astral de Umbanda, provavelmente estejam enfeixados na Vibração Yorimá, mas não há qualquer evidência segura de que algum deles esteja no comando de toda a linha. Isso, no fundo, não faz a menor diferença, porque independente de quem a comande, a linha demonstra nos trabalhos desses singelos trabalhadores que se apresentam cotidianamente nos terreiros, toda a sua grandeza e sua importância no contexto geral da Umbanda.

- A Linha possui sete Chefes de Legião, subordinados diretamente ao dirigente máximo. São Eles:

1- Pai Guiné

2- Pai Tomé

3- Pai Joaquim

4- Pai Benedito

5- Vovó Maria Conga

6- Pai Congo D’Aruanda

7- Pai Arruda


As legiões se dividem em falanges, as falanges se dividem em subfalanges e as subfalanges se dividem em grupamentos. Num trabalho de Umbanda, quando se canta para Yorimá, as entidades que se manifestam, incorporando nos médiuns são sempre Pretos Velhos que estão, geralmente, no grau de protetores - o que os coloca na condição de integrantes de grupamento - não são divindade, mas espíritos mais evoluídos que nós, porém ainda em processo de evolução e sujeitos à Lei da reencarnação, que vem dividir conosco um pouco de seu conhecimento acumulado, praticando a caridade moral, nos moldes como o Cristo a ensinou.


Esses Pretos velhos assumem nomes diversos e, a título de exemplificação, podemos citar os seguintes nomes:

Pai João, Pai José, Pai Antônio, Pai Ambrósio, Pai Joaquim de Angola, Pai Joaquim de Aruanda, Vovó Catarina, Vovó Antônia, Vovó Sebastiana, Vovó Maria, Vovó Benta, entre outros.

Os Pretos Velhos se manifestam de forma bem característica, encurvando a coluna do médium, de modo a dar a impressão de uma pessoa de idade muito avançada, traçam uma cruz no solo com os dedos, louvam a Jesus Cristo e acomodam-se em seus banquinhos. Em suas consultas, costumam falar e ouvir na mesma proporção, mas, quando falam, suas palavras demonstram sempre prudência e sabedoria. O linguajar é arrastado e marcado por expressões estereotipadas, lembrando o sotaque de um velho escravo. Aplicam passes de descarrego, de purificação e de revitalização, sempre utilizando a fumaça de seu cachimbo como elemento desmagnetizador.
Na essência, as entidades que trabalham nessa linha não necessariamente tiveram uma encarnação como escravos no Brasil, afinal Preto Velho é apenas um arquétipo; o que realmente importa é a sintonia com a vibração e a capacidade de trabalho.

Correspondências Vibratórias da Linha.

Cor representativa: Violeta.
Dia da semana favorável: Sábado.
Astro correspondente: Saturno.
Signos correspondentes: Capricórnio e Aquário.
Nota musical correspondente: Lá
Metal correspondente: Chumbo
Minerais correspondentes: Esmeralda, turquesa, ônix, malaquita, turmalina verde escuro, água-marinha, ametista e sílica-gema
Flor consagrada: Palma vermelha
Ervas correspondentes: Vassoura preta, mal-com-tudo, guiné-pipi, erva grossa, cambará, vassoura branca e tamarindo (folhas) (existem outras, mas aqui listamos sete que podem ser usadas para banhos ou amacis).
Data comemorativa: 13 de maio.


Instrumentos de Culto

Os instrumentos de culto utilizados pelos trabalhadores da linha de yorimá são basicamene a guia, confeccionada em contas de porcelana pretas e brancas intercaladas, o inseparável cachimbo, além do copo com água, para descarregar as energias negativas. Pode ser que alguma entidade em particular solicite algum outro instrumento, mas isso já se situa no campo da particularidade.


Pontos Cantados.

Os pontos cantados para a Linha de Yorimá tem, em geral, ritimo suave, agradável e bem marcado. As letras são, no mais das vezes, saudações, invocações e exortações aos trabalhadores da Linha, realçando a condição de ex-escravos, os horrores do cativeiro, a dor e a redenção.

Pontos Riscados.

Os pontos riscados na Linha de Yorimá obedecem às normas estabelecidas na chamada "Grafia dos Orixás". Assim, os pontos fazem a identificação das entidades através do sinais de "flecha", "chave" e "raiz". Nesta linha, os sinais são assim grafados:


Saudação a Yorimá.

A saudação à Vibração Yorimá é: "Adorei as Almas!"

Quais são as sete linhas da Umbanda?





A Umbanda é uma religião 100% brasileira que prega os ensinamentos do nosso senhor Jesus Cristo e do evangelho segundo o espiritismo. É uma religião que considera e utiliza conceitos da igreja católica, das religiões Indígenas e até africanas, como por exemplo, o Candomblé. 

A Umbanda gira em torno das sete linhas sagrada, ou em outras palavras, os sete tronos divinos: Fé, amor, conhecimento, lei, justiça, evolução e geração. São tronos responsáveis pela evolução do ser humano (matéria e espírito). Trata-se de uma religião que considera o livre arbítrio, a lei do retorno, a lei do carma, o equilíbrio e a caridade. Os tronos sagrados são responsáveis por:

TRONO DA FÉ

Quem rege é Oxalá (Jesus Cristo) e Oya-Logunam-Tempo (Santa Clara). Trata-se do trono responsável por todas as religiões, pela fé do ser humano, pela crença no místico, no sagrado, no divino, nas forças maiores, no universo, na criação do mundo, etc. Geralmente regido pelo branco.

TRONO DO AMOR

Quem rege é Oxum (Nossa senhora de Aparecida) e Oxumaré (São Bartolomeu). É o trono que rege o amor no mais íntimo do ser humano, a beleza, a sensualidade, a sexualidade, a paixão, a vaidade, etc. Geralmente representado pelo rosa, azul, amarelo e dourado. 

TRONO DO CONHECIMENTO

Quem rege é Oxossi (São Sebastião) e Obá (Santa Joana D'Arc). É o trono que rege a prosperidade, as matas, a terra, os frutos, os animais, a sabedoria, a caça, a alimentação, o conhecimento, a coragem, a inteligência, etc. Geralmente representada pelo verde e suas tonalidades.

TRONO DA LEI

Quem rege é Ogum (São Jorge) e Yansã (Santa Bárbara). É o trono da lei e da ordem, da força, da resistência, da determinação, da execução das leis divinas. Ogum rege a linha de Exus e Yansã de Eguns. Ogum é Caminho, Yansã é direção. São ambos responsáveis pela quebra de demandas e movimentação de forças. Geralmente representados pelo azul, vermelho e amarelo.

TRONO DA JUSTIÇA

Quem rege é Xango (São Jeronimo) e Egunitá (Santa Sara de Kali e Santa Brígida). Trata-se do trono que orquestra a lei divina e terrestre. Não a lei em execução como no trono da Lei, mas a lei na sua essência, sabedoria, neutralidade, na meritocracia, na política, na cultura, etc. Geralmente representada pelo marrom, vermelho, laranja e amarelo. 

TRONO DA EVOLUÇÃO

Quem rege é Obaluaê (São Lázaro) e Nanã Buruquê (Sant'Anna). É o trono da evolução, da transformação, da saúde, da doença, da maturidade, da experiência, da cura, do renovo, etc. Geralmente representado pelo roxo e suas tonalidades. 

TRONO DA GERAÇÃO

Quem rege é Yemanjá (Nossa sra dos Navegantes, Nossa sra da Conceição e Nossa sra da Glória) e Omolu (São Roque). É o trono da vida e da morte, da família, da existência, das almas, do velho dando lugar ao novo, do ciclo, etc. Geralmente representado pelo branco, azul e preto.

CONCLUSÃO

São 7 linhas de Umbanda e 14 Orixás (2 por linha ou trono) com objetivo de agir e vibrar sobre a humanidade. Aspectos como sincronismo, cores, velas, etc, podem derivar de casa para casa e de doutrina para doutrina. Saravá Umbanda! 

Ogum



Comidas & Bebidas de Ogum

Ogum come bem e farta-se, especialmente dos grãos que vêm da agricultura que, com seus ferros, ele ensinou ao homem.
Ogum gosta de beber cerveja, gosta de bebida fermentada, mas às vezes uma boa cachaça também faz seu porte, especialmente com sua tão deliciosa feijoada. Mas Ogum come Inhame, assado e bem feito, espetado na madeira, coberto com mel e é o Orixá do Vatapá, mas é muito difícil fazer um que realmente fique do seu agrado, pois Ogum é exigente em seu paladar.

Pontos Cantados de Ogum
Ogum
Ogum em seu cavalo corre,
E a sua espada reluz
Ogum, Ogum Megê,
Sua bandeira cobre os filhos de Jesus.



Ogum não devia beber,
Ogum não devia fumar,
A fumaça é a nuvem que passa
E a cerveja é a espuma do mar.



Eu tenho a minha espada prá me defender,
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu Pai,
Ogum é meu guia
Ogum é meu Pai,
Seu sete ondas, filho da Virgem Maria.



Beira-mar
Auê, Beira-mar
Ogum já jurou bandeira
Nos campos do Humaitá
Ogum já venceu demanda
Vamos todos saravar
Beira-mar
Eu tava na minha banda
Eu tava no meu congá
Eu tava lá na calunga
Prá que me mandou chamar
Beira-mar
Auê, Beira-mar
A sua espada, meu pai
Eu quero ver
A sua lança, meu pai
Ogum Megê.



Seu Ogum Beira-mar, O que trouxe do mar?
(Seu Ogum Beira-mar, os teus filhos te chamam)
Seu Ogum Beira-mar, o que trouxe do mar?
Quando ele vem... beirando a areia
Vem trazendo nos braços
O rosário sagrado de Mamãe Sereia.

Oxum



Comidas & Bebidas de Oxum 

“Oxum se delicia com seu omolocum na beira do rio, Oxum come peixe e quer cocada.” 

Oxum é moça faceira, mas de carnes roliças. Oxum gosta de se regalar com seu omolocum e com suas cocadas. Oxum recebe seus pratos e ajuda as mulheres que querem engravidar e os homens que querem se enamorar. 

Pontos Cantados de Oxum 

Eu vi mamãe Oxum nas cachoeiras 
Sentada na beira do rio 
Eu vi mamãe Oxum nas cachoeiras 
Sentada na beira do rio 
Colhendo lírio, lírio li 
Colhendo lírio, lírio lá 
Colhendo lírio pra enfeitar o seu congá 
Colhendo lírio, lírio li 
Colhendo lírio, lírio lá 
Colhendo lírio pra enfeitar o seu congá. 


Aie ie aieie mamãe Oxum 
Aie ie aieie Oxumaré 
Aie ie aieie mamãe Oxum 
Aie ie aieie Oxumaré 
Aie ie aieie mamãe 
Oxum Aie ie aieie Oxumaré. 


Estava no alto das pedreiras 
Olhando as cachoeiras, as matas e o mar 
Iemanjá estava arrumando seu vestido 
Xangô lhe deu um grito 
Oxum vai levantar 
Aieie Oxum vai levantar 
Aieie Oxum vai levantar 
Aieie Oxum vai levantar 
Aieie Oxum vai levantar 
E lá nas matas Oxóssi assoviou 
Aieie Oxum já levantou 
Aieie Oxum já levantou 
Aieie Oxum já levantou 
Aieie Oxum já levantou. 


Eu vi Mamãe Oxum chorando 
Foi uma lágrima que eu quis aparar 
Oraieieu Minha Mãe Oxum 
Não deixe a nossa Umbanda se acabar.


Na cachoeira, eu vi, eu vi 
Rainha da cachoeira, eu vi, eu vi 
Mamãe Oxum, abençoando seus filhos, lá na cachoeira.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Oferenda à Nanã: para evolução financeira.



Assa-se, no forno, 13 fatias de berinjela.

Depois de assadas unta-se com azeite de dendê; mel de abelhas e ori-da-costa.

Arruma-se num alguidar e cobre-se com pipocas.

Rega-se com vinho tinto seco.

Despacha-se, depois de 13 dias, na beira de um poço que tenha água potável.

Oferenda para obter a proteção de Nanã.


Torra-se, bem torrada, uma mistura de milho vermelho, feijão fradinho e amendoim.

Coloca-se tudo dentro de uma cabaça aberta no pescoço.

Cozinha-se uma boa quantidade de canjica e coloca-se dentro da mesma cabaça.

Acrescenta-se 13 grãos de ataré; um pouco de milho de pipoca que, depois de torrado, não se tenha aberto; 13 grãos de lelekun; 13 favas de bejerekun; pó de peixe defumado e pó de eku defumado.

Fecha-se a cabaça enrolando-a toda com palha-da-costa.

Deixa-se por 13 dias diante do Orixá.

Depois pendura-se atrás da porta de casa ou do local de trabalho.

Oferenda para agradar Nanã.


Cozinha-se, em água de poço sem sal, 13 espigas de milho verde e deixa-se de lado.

Numa panela de barro coloca-se uma cebola roxa picada; cominho em grãos; uma folha de louro; um pouquinho de orégano; um pouco de gengibre ralado e azeite de dendê.

Deixa-se ferver por meia hora e coloca-se, dentro da panela, uma porção de fubá de milho vermelho bem fino.

Vai-se mexendo enquanto cozinha, até que engrosse como um mingau.

Retira-se do fogo, coloca-se as 13 espigas cozidas com as pontas para cima e, depois de frio, oferece-se à Nanã na mesma panela.

Depois de 13 dias, leva-se à um pântano e se enterra com panela e tudo.

Oferenda à Nanã: para obter uma graça.


Pega-se 13 cebolas roxas inteiras e frita-se ligeiramente em azeite de dendê.

Prepara-se um pouco de pipoca em azeite de dendê, arruma-se a pipoca num alguidar e enfeita-se com as cebolas fritas.

Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias.

Despacha-se na beira de uma lagoa.

Oferenda à Nanã: para problemas de saúde.



Pega-se 13 pargos frescos bem pequenos, arruma-se dentro de um prato de barro e tempera-se com azeite de dendê; mel de abelhas; melado de cana e vinho tinto seco. 

Arreia-se diante de Nanã e, depois de 13 dias, passa-se o prato com o adimú no corpo da pessoa enferma, leva-se a um pântano e enterra-se com tudo.

Oferenda à Nanã: para saúde.


Pega-se 13 broas de milho, passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro. 

Depois que todas as broas já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco, salpicando-se por cima pó de efun.

Deixa-se diante do Orixá durante 13 dias, findos os quais, retiram-se as broas, substituindo-as por outras, agindo sempre da mesma forma.

As broas retiradas são levadas e despachadas na porta do cemitério.

A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada.

Oferenda à Nanã: para conseguir uma graça.



Metade de uma cabaça bem limpa por dentro; 13 moedas pequeninas; 13 grãos de milho de pipoca que não tenham estourado ao se fazer pipocas para Omolú; 13 pedacinhos de coco seco; 13 sementes de anis estrelado; azeite de dendê; um pouco de melado de cana; azeite de dendê.

Escreve-se, num papel qualquer, o que se deseja de Nanã. Coloca-se o papel dentro da cabaça e coloca-se todos os ingredientes por cima.

Completa-se com canjica branca e rega-se com água de flor de laranjeira.

Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. Despacha-se nas águas de um rio.

Oferenda ara apaziguar Oxumarê.




Cozinha-se 5 batatas doce, amassa-se e mistura-se ao purê, pó de aridan e sementes de lelekun.

Com a pasta obtida modela-se 15 bolas.

Depois de prontas as bolas de batata doce, rola-se as mesmas sobre farinha de acaçá até que fiquem bem envolvidas.

Numa travessa de barro, arruma-se as 15 bolas ao redor de um pargo assado ao forno.

Sobre cada bola de inhame coloca-se uma pimenta ataré, uma moeda e um búzio pequenino.

Rega-se com azeite de dendê e deixa-se diante de Oxumarê de um dia para o outro.

Despacha-se em água corrente.

Oferenda para agradar Oxumarê.




Cozinha-se uma batata doce e amassa-se bem, formando uma espécie de purê.

Coloca-se a massa dentro de um alguidar de barro e tempera-se com pó de ataré; pó de bejerekun; lelekun e bastante azeite de dendê.

Arreia-se para Oxumarê e deixa-se por 15 dias.

Despacha-se no mato.

Oferenda à Oxumarê para obter uma graça.





Com a massa de uma batata doce cozida, modela-se uma cobra dentro de uma travessa de barro.

Ao redor da cobra, arruma-se 15 ovos de galinha nos quais colocou-se, por uma pequena abertura feita numa das extremidades, os seguintes ingredientes (para cada ovo): 1 grão de ataré; 1 semente de fava de aridã; 1 semente de bejerekun e 1 grão de lelekun.

Arreia-se diante do Orixá e despacha-se, no dia seguinte, nos pés de uma árvore frondosa.

Oferenda à Iemanjá: para alcançar uma graça impossível




Coloca-se, dentro de um copo de cristal, um papel onde se escreveu o que se deseja obter.

Enche-se o copo com melado de cana misturado a vinho branco.

Coloca-se diante de Iemanjá e cobre-se com um pano branco virgem.

Por cima coloca-se um prato branco sobre o qual se acenderá uma vela todos os dias, durante 21 dias.

Findo este prazo o copo com seu conteúdo, o pano e o prato, serão levados à uma praia e atirados ao mar, o mais longe possível.

Oferenda à Iemanjá: para apressar a solução de qualquer tipo de problema.






Um peixe pargo bem assado é colocado numa travessa de barro e recoberto com rodelas de banana-da-terra previamente cozidas.

Dentro do peixe já estará um papel no qual se escreveu o desejado.

Por cima de tudo, derrama-se melado de cana e vinho branco.

A panela deve ficar cheia até a borda.

Deixa-se, durante sete dias diante de Iemanjá e depois, despacha-se em pedras onde as ondas do mar estouram

Oferenda à Iemanjá: para agradar e apaziguar.




Corta-se sete romãs ao meio.

Dentro de cada um deles se coloca uma moeda e um grão de ataré.

Arruma-se as frutas dentro de uma panela de barro, derrama-se por cima: azeite de dendê, mel de abelhas, melado de cana, vinho branco e sete balas de leite ou de coco.

Deixa-se durante sete dias diante do igbá de Iemanjá e, depois, despacha-se dentro do mar.