segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tear de Pregos passo a passo - parte 1

Tear de Pregos passo a passo - parte 1

Oi gente,

Como eu havia prometido, vou postar aqui um passo a passo no tear de pregos. Será em duas partes, a primeira, com o passo a passo do primeiro quadradinho. O segundo, vou colocar o passo a passo para unir quatro quadrados.

O tear que eu utilizei tem 20 x 20cm, a lã é tipo a mollet, bem simples, e usei cores distintas para ficar bem exemplificado. Este tear é ótimo, pois os “pregos” são de plástico, fica prático na hora de tirar o trabalho.

Vou utilizar aqui a mesma nomenclatura que uso no tear de pente liço. E para simplificar, o urdume é a lã que vai primeiro, e fica na vertical. A trama é que fazemos depois, na horizontal.

Vou postar o comentário e as fotos logo abaixo.

Muito bem, vamos lá:


1. Este é o material que usei. Como o tear é pequeno, dá para usar tranquilamente os restinhos de lã que sobra de outros trabalhos. Precisei também de tesoura e uma agulha de crochê para finalizar.




2. Comece prendendo a lã (usei dois fios), no primeiro preguinho.




3, 4, 5, 6 e 7. Vá agora, intercalando a passagem da lã conforme as imagens.












8. Tanto na base quanto na parte superior, passei a lã por 21 pregos. É importante prestar atenção nesta parte. Os 4 lados deverão ter a mesma quantidade, para que o fechamento dos 4 quadradinhos seja perfeito,




9 e 10. Esta é a última vez que passo a lã no último prego.






11 e 12. Corto a lã e prendo no último prego, já ocupado.






13. Agora, começo a trama, com uma lã de outra cor, para facilitar a visualização aqui. Dou um nó para prendê-la.




14. Eu sempre puxo um pouco de lã, para facilitar a trama.




15 e 16. São 2 fios duplos de cor laranja. Passo por cima de 4 fios azuis, depois passo por baixo e assim vai...






17. Deve ficar assim.




18. Na ponta prendo a lã no primeiro prego, assim.




19. Retornando, os outros dois fios ficam entre o segundo e o terceiro prego.




20. Dou continuidade na trama, desta vez, passando por baixo nos 4 primeiros fios azuis.




21. Como fica um arco de lã, eu uso a agulha de crochê para trazer os fios junto à carreira anterior. É importante saber que a lã não deve ficar tensionada, porque, na hora de tirar o trabalho, o quadradinho vai encolher.




22. Deve ficar assim. Continue até o topo, e cuide para que dê a mesma quantidade de preguinhos preenchidos com lã, dos 4 lados.




23 e 24. Você vai perceber, quando estiver no fim, que fica complicado de passar a trama. Eu uso a agulha para ajudar. Eu tiro o fio azul que está preso com a agulha, passo por baixo o fio laranja e prendo o azul de novo.






25. Confere de novo, e conte se tem a mesma quantidade, hein? Eu estou insistindo porque depois é muito chato unir os quadradinhos com tamanhos diferentes!!!




26. Eu sempre dou uma arrumadinha para que os fios fiquem paralelos e não se amontoem.




27 e 28. Terminando a trama, eu corto um fio e deixo outro inteiro.






29, 30 e 31. A partir daqui eu tirei o flash da máquina. Bom, aqui eu insiro a agulha de crochê por baixo e uso para puxar os dois fios para o verso do tear.








32 e 33. Agora é a hora de fazer a correntinha. Eu seguro o fio que não está fixo e com a agulha, puxo ele para cima.






34 e 35. Sigo a correntinha, passando ela no meio dos buraquinhos. Não passe pelos espaços vazios do trabalho!!





36, 37 e 38. Aqui no final, eu abro mais a última correntinha e puxo ela para baixo.








39, 40, 41 e 42. Corto o fio que usei, passo os dois pela lã e puxo. Dou mais um nó para não soltar!!










43. Fica assim.




44. Com cuidado, vou tirando o trabalho do tear.




45. Trabalho pronto.





Assim que eu terminar os outros 3 quadrados, posto aqui como uni-los.

Espero que tenha sido útil.


Beijos

Ursula

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Umbanda - A Vibração Yorimá


A Vibração Yorimá é uma das sete vibrações básicas que compõem as sete linhas de Umbanda. É uma das poucas que nunca foi confundida com uma entidade individualizada, talvez porque seja muito pouco conhecida em sua designação original, tendo sempre sido mais difundida como Linha das Almas, Linha dos Pretos Velhos ou Linha de São Cipriano. Da mesma forma, os Pretos Velhos nunca foram confundidos com divindades, sendo, por isso mesmo, das poucas entidades de Umbanda que sempre foram entendidas da forma como realmente são: espíritos mais evoluídos que nós, que se manifestam na Umbanda para fazer a caridade. 

A palavra “Yorimá” significa “Potência da Palavra na Lei”. Esse significado nos remete ao poder da verbalização, entendida não no sentido da linguagem articulada, mas no sentido da criação do pensamento, da construção dos conceitos que conduzem ao conhecimento profundo, tanto da realidade material, quanto da espiritual. É uma alusão ao poder do conhecimento e da experiência no caminho que conduz de forma segura à evolução espiritual que todos almejamos, mesmo que não saibamos disso. Essa Vibração traz em suas ordenações o princípio da sabedoria produtora da iluminação interior que conduz à felicidade, por isso podemos dizer que na ordem dos fenômenos naturais que a vibração controla, vamos encontrar a psique humana que, embora não seja palpável, é também um fenômeno natural. É por essa razão que gradativamente compreendemos que os Pretos Velhos são verdadeiros psicoterapeutas, entidades que, por sua vasta experiência adquirida através de um grande número de encarnações, são capazes de penetrar profundamente na alma humana, diagnosticar-lhe os males e receitar o medicamento correto. A Vibração Yorimá projeta sobre o planeta a paz, a serenidade, a humildade, a paciência, a resignação, a esperança e a temperança. Sua influência sobre os encarnados se dá através do Chakra Muladhara, ou Plexo Pélvico, cuja representação gráfica encontra-se à esquerda.


Na Umbanda, Yorimá é majoritariamente uma Linha de Pretos Velhos, mas presentemente já se sabe que os caboclos que se manifestam sob a designação Obaluaê também tem seu suporte vibratório nas emanações de Yorimá, o que a torna uma linha mista de Pretos Velhos e Caboclos. Aqui falaremos basicamente dos Pretos Velhos, visto que os Caboclos de Obaluaê terão uma matéria dedicada exclusivamente a eles. Não se sabe quem é o dirigente máximo da linha, mas certamente não são os espíritos Cipriano, Lázaro ou Roque, alçados, na imaginação de muitos á condição de dirigentes máximos devido ao sincretismo. Se tais espíritos estiverem atuando na Corrente Astral de Umbanda, provavelmente estejam enfeixados na Vibração Yorimá, mas não há qualquer evidência segura de que algum deles esteja no comando de toda a linha. Isso, no fundo, não faz a menor diferença, porque independente de quem a comande, a linha demonstra nos trabalhos desses singelos trabalhadores que se apresentam cotidianamente nos terreiros, toda a sua grandeza e sua importância no contexto geral da Umbanda.

- A Linha possui sete Chefes de Legião, subordinados diretamente ao dirigente máximo. São Eles:

1- Pai Guiné

2- Pai Tomé

3- Pai Joaquim

4- Pai Benedito

5- Vovó Maria Conga

6- Pai Congo D’Aruanda

7- Pai Arruda


As legiões se dividem em falanges, as falanges se dividem em subfalanges e as subfalanges se dividem em grupamentos. Num trabalho de Umbanda, quando se canta para Yorimá, as entidades que se manifestam, incorporando nos médiuns são sempre Pretos Velhos que estão, geralmente, no grau de protetores - o que os coloca na condição de integrantes de grupamento - não são divindade, mas espíritos mais evoluídos que nós, porém ainda em processo de evolução e sujeitos à Lei da reencarnação, que vem dividir conosco um pouco de seu conhecimento acumulado, praticando a caridade moral, nos moldes como o Cristo a ensinou.


Esses Pretos velhos assumem nomes diversos e, a título de exemplificação, podemos citar os seguintes nomes:

Pai João, Pai José, Pai Antônio, Pai Ambrósio, Pai Joaquim de Angola, Pai Joaquim de Aruanda, Vovó Catarina, Vovó Antônia, Vovó Sebastiana, Vovó Maria, Vovó Benta, entre outros.

Os Pretos Velhos se manifestam de forma bem característica, encurvando a coluna do médium, de modo a dar a impressão de uma pessoa de idade muito avançada, traçam uma cruz no solo com os dedos, louvam a Jesus Cristo e acomodam-se em seus banquinhos. Em suas consultas, costumam falar e ouvir na mesma proporção, mas, quando falam, suas palavras demonstram sempre prudência e sabedoria. O linguajar é arrastado e marcado por expressões estereotipadas, lembrando o sotaque de um velho escravo. Aplicam passes de descarrego, de purificação e de revitalização, sempre utilizando a fumaça de seu cachimbo como elemento desmagnetizador.
Na essência, as entidades que trabalham nessa linha não necessariamente tiveram uma encarnação como escravos no Brasil, afinal Preto Velho é apenas um arquétipo; o que realmente importa é a sintonia com a vibração e a capacidade de trabalho.

Correspondências Vibratórias da Linha.

Cor representativa: Violeta.
Dia da semana favorável: Sábado.
Astro correspondente: Saturno.
Signos correspondentes: Capricórnio e Aquário.
Nota musical correspondente: Lá
Metal correspondente: Chumbo
Minerais correspondentes: Esmeralda, turquesa, ônix, malaquita, turmalina verde escuro, água-marinha, ametista e sílica-gema
Flor consagrada: Palma vermelha
Ervas correspondentes: Vassoura preta, mal-com-tudo, guiné-pipi, erva grossa, cambará, vassoura branca e tamarindo (folhas) (existem outras, mas aqui listamos sete que podem ser usadas para banhos ou amacis).
Data comemorativa: 13 de maio.


Instrumentos de Culto

Os instrumentos de culto utilizados pelos trabalhadores da linha de yorimá são basicamene a guia, confeccionada em contas de porcelana pretas e brancas intercaladas, o inseparável cachimbo, além do copo com água, para descarregar as energias negativas. Pode ser que alguma entidade em particular solicite algum outro instrumento, mas isso já se situa no campo da particularidade.


Pontos Cantados.

Os pontos cantados para a Linha de Yorimá tem, em geral, ritimo suave, agradável e bem marcado. As letras são, no mais das vezes, saudações, invocações e exortações aos trabalhadores da Linha, realçando a condição de ex-escravos, os horrores do cativeiro, a dor e a redenção.

Pontos Riscados.

Os pontos riscados na Linha de Yorimá obedecem às normas estabelecidas na chamada "Grafia dos Orixás". Assim, os pontos fazem a identificação das entidades através do sinais de "flecha", "chave" e "raiz". Nesta linha, os sinais são assim grafados:


Saudação a Yorimá.

A saudação à Vibração Yorimá é: "Adorei as Almas!"

Quais são as sete linhas da Umbanda?





A Umbanda é uma religião 100% brasileira que prega os ensinamentos do nosso senhor Jesus Cristo e do evangelho segundo o espiritismo. É uma religião que considera e utiliza conceitos da igreja católica, das religiões Indígenas e até africanas, como por exemplo, o Candomblé. 

A Umbanda gira em torno das sete linhas sagrada, ou em outras palavras, os sete tronos divinos: Fé, amor, conhecimento, lei, justiça, evolução e geração. São tronos responsáveis pela evolução do ser humano (matéria e espírito). Trata-se de uma religião que considera o livre arbítrio, a lei do retorno, a lei do carma, o equilíbrio e a caridade. Os tronos sagrados são responsáveis por:

TRONO DA FÉ

Quem rege é Oxalá (Jesus Cristo) e Oya-Logunam-Tempo (Santa Clara). Trata-se do trono responsável por todas as religiões, pela fé do ser humano, pela crença no místico, no sagrado, no divino, nas forças maiores, no universo, na criação do mundo, etc. Geralmente regido pelo branco.

TRONO DO AMOR

Quem rege é Oxum (Nossa senhora de Aparecida) e Oxumaré (São Bartolomeu). É o trono que rege o amor no mais íntimo do ser humano, a beleza, a sensualidade, a sexualidade, a paixão, a vaidade, etc. Geralmente representado pelo rosa, azul, amarelo e dourado. 

TRONO DO CONHECIMENTO

Quem rege é Oxossi (São Sebastião) e Obá (Santa Joana D'Arc). É o trono que rege a prosperidade, as matas, a terra, os frutos, os animais, a sabedoria, a caça, a alimentação, o conhecimento, a coragem, a inteligência, etc. Geralmente representada pelo verde e suas tonalidades.

TRONO DA LEI

Quem rege é Ogum (São Jorge) e Yansã (Santa Bárbara). É o trono da lei e da ordem, da força, da resistência, da determinação, da execução das leis divinas. Ogum rege a linha de Exus e Yansã de Eguns. Ogum é Caminho, Yansã é direção. São ambos responsáveis pela quebra de demandas e movimentação de forças. Geralmente representados pelo azul, vermelho e amarelo.

TRONO DA JUSTIÇA

Quem rege é Xango (São Jeronimo) e Egunitá (Santa Sara de Kali e Santa Brígida). Trata-se do trono que orquestra a lei divina e terrestre. Não a lei em execução como no trono da Lei, mas a lei na sua essência, sabedoria, neutralidade, na meritocracia, na política, na cultura, etc. Geralmente representada pelo marrom, vermelho, laranja e amarelo. 

TRONO DA EVOLUÇÃO

Quem rege é Obaluaê (São Lázaro) e Nanã Buruquê (Sant'Anna). É o trono da evolução, da transformação, da saúde, da doença, da maturidade, da experiência, da cura, do renovo, etc. Geralmente representado pelo roxo e suas tonalidades. 

TRONO DA GERAÇÃO

Quem rege é Yemanjá (Nossa sra dos Navegantes, Nossa sra da Conceição e Nossa sra da Glória) e Omolu (São Roque). É o trono da vida e da morte, da família, da existência, das almas, do velho dando lugar ao novo, do ciclo, etc. Geralmente representado pelo branco, azul e preto.

CONCLUSÃO

São 7 linhas de Umbanda e 14 Orixás (2 por linha ou trono) com objetivo de agir e vibrar sobre a humanidade. Aspectos como sincronismo, cores, velas, etc, podem derivar de casa para casa e de doutrina para doutrina. Saravá Umbanda!